©Sonia Soares©



Gosto quando te calas
Porque ficas como ausente,
E me olhas de longe e minha voz
Não te alcança.
Parece que meus olhos a vêem nublada,
E parece que um beijo,
Faz com que tua boca fale tudo...
Como todas as coisas estão cheias
Da minha alma...
Emerges às coisas como que
Saindo cheia de minha própria alma.
Mariposa de sonhos,
Parecida com minha própria alma.
Te pareces com a palavra melancolia.
Gosto quando calas e ficas como distante.
Estás como que se queixando,
Mariposa que está morrendo...
Me olhas de longe e minha
voz não te alcança...
Deixa que me cale com teu silêncio,
Deixa que eu também fale com teu silêncio,
Claro como uma lâmpada,
Simples como um menino...
És como a noite clara e estrelada.
Teu silêncio fala com habilidade.
Tão largado e sensível...
Gosto quando calas porque é como
Se estivesses ausente.
Distante e dolorida como se tivesses morrido...
Uma palavra, um sorriso e já fico feliz.
Feliz com aquilo que não é certo.


(Pablo Neruda)






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