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Primeiro o menino travesso
Levado, irado, quase desatinado
Depois o homem se mostra
Das mãos quentes, suadas
Apertando o meu corpo
Queimando a carne
Nos olhos, o desejo
Na boca, o pedido
No corpo colado, o sexo surgindo
E do desatino, somente a paixão
Dois corpos bailando no mesmo ritmo
No vai-e-vem da entrega
Entre gritos sofridos, gemidos sentidos
E aparece o menino
Olhos meigos, cansados
Relaxa entre as minhas pernas e adormece
Aconchego no meu peito
Cantarolo uma canção
O menino dorme, o homem não
(Sonia Soares)
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