* Falando com o Coração *

 

Já aconteceu com você?

De repente, sem sentir percebe-se pedindo, implorando carinho, amizade, solidariedade, um pouco de atenção, algumas palavras, que telefone, escreva, ou mesmo venha te ver? Que sente saudade e disponha ou aceite qualquer chance, oportunidade de um encontro, mesmo que distante a possibilidade e mesmo curto em espaço de tempo, só pra sentir um pouco de prazer, só pra olhar essa pessoa que, concordando, avisa ao chegar: vim, mas não posso demorar, tenho muito o que fazer.
NÃO VALE A PENA, AS SUAS PENAS.

Já aconteceu com você?

Passar noites acordado, procurando respostas e sentindo-se culpado pelo que não fez, punindo-se pelo que, na realidade sequer cometeu, pois as culpas não te pertencem, foram impostas como "prêmios" pelo amor que você ofereceu, e mesmo assim, vagar pelos caminhos do pensamento pedindo a absolvição dos teus pecados, punindo-se por errar, despindo-se da dignidade a implorar um pouco de atenção.
NÃO VALE A PENA, AS SUAS PENAS.

Já aconteceu com você?

Usar todos os artifícios, esgotar alternativas, enviar emails, telefonar, pedir quase a chorar, a indagar o que fez, por que acabou, se não resta uma tênue linha de ligação entre os pólos opostos dessa finda relação; agitar-se, irritar-se, procurar entender e voltar a sofrer, novamente inconformado ou esperançoso, tentar mais e mais uma vez.
NÃO VALE A PENA, AS SUAS PENAS.

Mas não se entristeça:

Novo dia vai nascer e você perceberá que o mundo te apresenta diversas opções: novos encontros, novos lugares, novos amigos, novos amores (se estiver receptivo), existem tantos a oferecer e você bem merece receber, depois de tanto padecer.
NÃO VALE A PENA, AS SUAS PENAS.

Pare e pense:

Você entregou o melhor que trazia dentro do coração, sem pensar, por inteiro, pois a tristeza e a ânsia de conseguir o que estava consumado, e você nem percebeu, por alguém que não mereceu o teu carinho, o teu respeito, os teus braços abertos, as mãos estendidas, o ombro amigo a apoiar, ajudar a pular as pedras para não tropeçar, escutar todas as lamúrias, sofrimentos, queixas de amores perdidos, reclamações, e o pior: condená-lo, julgar arbitrariamente os teus atos, escutanto palavras ofensivas, acusações.
NÃO VALE A PENA, AS SUAS PENAS.

Recorde:

Se naqueles momentos de incerteza percebeu perto de você dois personagens sarcásticos e maldosos, que gargalhavam satisfeitos: "a humilhação e o despudor"? Se naqueles momentos de pedidos e súplicas sentiu-se tão insignificante, como a vida se transformou diante de tanto desamor.
NÃO VALE A PENA, AS SUAS PENAS.

(Sonia Soares)

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