Sonia Soares











O Amor quando chega,
Chega sempre devagar.
Sem pudores, não pede licença,
chega de surpresa,
e procura um coração
que está abandonado,
sofrendo de solidão.


Sabe pegar desprevenido,
um coração já sofrido,
magoado e em desatino
chorando pelo Amor perdido.


O Amor tem sutilezas,
e conhece muito bem...
Entra num coração
frio e desacreditado,
onde o Amor faz tanto bem.


E nesse vagar eterno,
em busca de corações,
o Amor aproxima as almas,
une corpos, passos, caminhos...
E enquanto ele estiver vivo,
fazendo pulsar um coração,
não há quem dele fale mal.


Se por um motivo qualquer,
ele resolve partir,
deixa rastros de tristeza,
dor, lágrimas, sofrimentos,
muitas vezes o mal-querer.


Mas delicado é o Amor,
esse Mestre em brincar.
Nunca deixa um coração vazio,
chama a Saudade,
para ocupar o seu lugar.


(Sonia Soares)

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